A chuva fazia da janela uma tela impressionista
Eu e meus pensamentos, ele e os pensamentos dele. Vagávamos num carro distante. O silêncio se quebrava inoportuno.
Indiferente. Revigorava-se... Mordia a unha. Sorria pra chuva. Discordava. Decidia-se. Chorava a chuva silenciosa.
Discutiram. Ela chorou. Ele a abraçou. Ela não quis. Estava cansada.
Sempre soube que em algum dia de chuva e uma tpm, o temperamento dele seria a gota d´água.
Borravam-se as luzes noturnas. Memórias do namoro entre as indas e vidas do pára-brisas.
Queria abraçar-se, pois sentia que não podia mais abraçá-lo.
Uma angústia os separava.
Uma mal palavra.
Uma não palavra.
Que sentenciou o amor despetalado.
A chuva fazia da janela uma tela impressionista.
OBS: Pode ler as frases debaixo pra cima também. Foi feito para o Twitter.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
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