quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

O Trêbado e o Flamenguista

Caía a chuva feito cachoeira
E eu no ponto de bobeira
Me senti um tolo

Rouco
De tanto gritar naquele jogo
Mandar pra puta que pariu
O rival do Brasil
Meu Brasil.

(Paródia de O Bêbado e a Equilibrista, música de João Bosco e maravilhosamente interpretada por Elis Regina)


quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Semana do Filme Nacional























 enviado por e-mail pelo Reserva Cultural


enviado por e-mail pelo Reserva Cultural

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O Frame de Um Filme

Meu caderninho - Quinta-feira, 5 de novembro de 2009

07h28 – O sol pinta com ouro os rostos preocupados com o pão de cada dia. Ônibus e mais ônibus de todas as cores tocam a calçada e arrancam apressados. Não é o 647A/10 Valo Velho. São Mais de dez minutos de atraso. Um homem com a gravata saltando da barriga saliente vira o pulso, segura o relógio, franze o rosto, empurra os óculos. Bigodes bem aparados, leve corcunda, sapatos marrom-claros, guarda-chuva na mão. Nunca se sabe quando vai chover. Amassa o jornal, abre-o novamente. Procura algum sinal do ônibus bordô, ainda que o chame de vermelho.

Finalmente o Valo Velho chega, ainda com o nome Pinheiros. São quase vinte minutos de atraso, que parecem quarenta. Na porta do ônibus a fila cresce inventariando desculpas para os chefes, enquanto o motorista fuma um cigarro, aproveitando o calor do sol matinal e degustando o azul limpo do céu que o ir-e-vir paulistano vai pintar de cinza.

As mentes sempre atrasadas sobem as escadas batucando saltos. Os bips dos bilhetes únicos misturam-se ao ronco do motor.

O homem ama/endu-recido pelo trabalho aperta os olhos enmorenados cada vez que o sol nasce entre um prédio e outro, ou reflete os raios poderosos por altas janelas espelhadas.

Meu ponto chegou. Desci. Vejo o Seu Alguém correr pela janela como o frame de um filme.

Cinema a R$2 foi um sucesso!


Poemas bilíngues no Instituto Cervantes





quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Núcleo da Nova Pintura Chilena ganha as paredes do Instituto Cervantes

"Vícios do mundo moderno" (Nicanor Parra)


SERVIÇO

Quando: de 5 de novembro a 5 de dezembro
Onde: Instituto Cervantes de São Paulo
Av. Paulista, 2439
São Paulo - SP
Telefone: 5511 3897 9600
Fax: 5511 3064 2203
GRÁTIS

enviado por e-mail pelo Instituto Cervantes

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Dj, projeções, cenografia e desenhos neste sábado



SERVIÇO
Qualquer dúvida ou informação: contato@mudacultural.com.br

por Muda Cultural, enviado por e-mail

Museu da Imagem e do Som traz mostras, simpósio e muito mais

 

07.11.2009
chamada

Efeito cinema: Mostra de Vídeo Argentino
Neste sábado, o MIS apresenta a Mostra de Vídeo Argentino: Panorama Histórico e Conceitual, seleção de 12 obras que faz um recorte da historiografia do vídeo argentino desde 1990. Após a sessão, haverá palestra com o curador da mostra, Jorge La Ferla, um dos grandes nomes da pesquisa e da produção em vídeo latino-americana, e com a pesquisadora Christine Mello. »

08.11.2009
chamada

Mostra Vivian Ostrovsky
A obra de Vivian Ostrovsky constitui-se de experimentações artísticas a partir de cenas documentais. A mostra acontece neste domingo, dia 8, seguida de conversa com a artista. »

04.11.2009
chamada

Workshops LABMIS
Confira os workshops do LaBMIS com inscrições abertas: Estúdio Criativo com Wilson Sukorski; Relações entre os games e novas possibilidades no campo das estéticas tecnológicas com Fabrizio Poltronieri; Projeto como metodologia de trabalho com Antoni Muntadas. »

25.11.2009
chamada

Residência LABMIS


Nesta sexta, encontro para apresentação do projeto desenvolvido pelo artista Guilherme Lunhani na residência do LABMIS. O evento conta com a participação dos orientadores do projeto: Silvio Ferraz, Tuti Fornari e Wilson Sukorski. As inscrições para o programa Residência LABMIS 2010 estão abertas. »

08.11.2009
chamada

OfiCINE

O OfiCINE de novembro explora o tema Nas Asas da Imaginação. Neste domingo, dia 08, exibição gratuita do filme A Ilha da Imaginação, e em seguida, Oficina de Documentário de Natureza para o público infanto-juvenil. »

03.11.2009


III Simpósio Internacional de Arte Contemporânea do Paço das Artes

Com o tema Experiências na Arte Contemporânea: campos, intersecções, articulações, o Simpósio reuniu conferencistas brasileiros e estrangeiros, além da palestra de abertura com Rosalind Krauss. As discussões continuam na rede: leia os relatos e publique seu comentário. »


SERVIÇO
Site do MIS: http://www.mis-sp.org.br

por MIS através do informativo enviado por e-mail

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

"As pessoas grandes sempre precisam de explicações"







4º Festival de Curtas Fantástico: de 6 a 15 de novembro

HORROR - FICÇÃO CIENTÍFICA - FANTASIA

O Festival Curta Fantástico é um evento especialmente criado para o cinema fantástico e seu universo.

Aí vem a velha pergunta: O que é o fantástico?



Subgênero do cinema ficcional, o fantástico é descrito como narrativas que trazem elementos não reais, sobrenaturais. No cinema fantástico temos os seguintes gêneros: HORROR, FICÇÃO CIENTÍFICA E FANTASIA.

O festival que já está em sua 4ª edição acontece na capital paulista gratuitamente*, exibindo uma mostra competitiva para curtas-metragens fantásticos nacionais e internacionais e uma mostra paralela que conta com sessões especiais de filmes do Brasil e do mundo (longas e curtas), bate-papos com convidados, além de palestras, workshops e oficinas.

No ano passado foram mais de 160 filmes exibidos, 72 sessões, 8 premiações, mais de 10 convidados brasileiros e estrangeiros, 6 espaços, 23 atividades e público de 3 mil pessoas. Além de celebrar um gênero mágico e maravilhoso, o FESTIVAL CURTA FANTÁSTICO tem um objetivo que vai mais longe, que seria fortalecer o cinema brasileiro, apoiando cineastas que buscam outras "caras" para o cinema nacional. Oferecemos um local onde esses produtores possam apresentar seu trabalho ao público, pois acreditamos que só com a variedade, quantidade e qualidade das produções nacionais é que o cinema brasileiro vai ganhar corpo e ter capacidade de sustentar seus profissionais.

O Festival Curta Fantástico conta com o patrocínio do Banco do Brasil, do ProAC da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo e dos apoios da Prefeitura da cidade de São Paulo, Secretaria Municipal de São Paulo e Governo do Estado de São Paulo.


Edição 2009

O 4º Festival Curta Fantástico acontece de 06 a 15 de novembro com a programação dividida em mostra competitiva, mostra paralela e atividades de formação. Para essa edição a mostra competitiva conta com 12 premiações.

Premiações:
Melhor Curta de Horror
Melhor Curta de Ficção Científica
Melhor Curta de Fantasia
Prêmio Estímulo Estudante (BRASIL)
Prêmio Estímulo Amador (BRASIL)
Melhor Curta pelo Júri Popular
Melhor Direção
Melhor Criatura
Melhor Maquiagem
Melhor Efeito
Melhor Trilha Sonora
Melhor Roteiro

O susto, momento crucial de uma boa história de horror, este ano ganhará uma sessão especial que pretende arrancar muitos gritos do público. A sessão "Desafio Mestre dos Gritos" premiará o diretor que obter a maior reação de medo da platéia. Definitivamente não será uma sessão para corações fracos.

Também estão previstos convidados nacionais e internacionais conhecidos no universo fantástico, filmes de várias partes do Brasil e de fora, além de palestras, oficinas e workshops voltados para o gênero.

SERVIÇO


Datas: 06 à 15 de novembro 2009
Locais: Centro Cultural Banco do Brasil
            Cine Olido (ao lado da Galeria do Rock)

            Sala Luiz Sérgio Person (Bb.Viriato Corrêa)

Festa de Entrega da Premiação: 16 de Novembro

*Entradas GRATUITAS no CCBB e Viriato Corrêa - Entrada no Cine Olido:R$1,00 (estudante paga meia)  



enviado por e-mail por Kátia

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Diálogo: florestas e fronteiras agrícolas



¡Hola! ¿Que tal?






Visões e Representações da Morte no México
 
O neólogo Felipe Ehrenberg e o representante para assuntos culturais do Consulado do México em São Paulo, Oscar Carva­jal, fazem um retrospecto sobre as distintas formas pelas quais La Muerte foi concebida e representada ao longo da história de México, do passado pré-colombiano até hoje.

Um perfeito exemplo de sincretismo inter-religioso, os mexica­nos decidiram converter o duelo em sorriso. Hoje, a morte é alegoria e metáfora para as coisas da Vida.

Não perca esta oportunidade única de contar com um panora­ma sobre um dos ícones mais arraigados da cultura mexicana.


SERVIÇO
Quando: Terça, 03 de novembro, às 19h30min.
Onde: Instituto Cervantes de São Paulo
Av. Paulista, 2439
São Paulo - SP
Telefone: 5511 3897 9600
Fax: 5511 3064 2203
GRÁTIS

Instituto Cervantes de São Paulo
Av. Paulista, 2439 - 1er / 7º pisos

Tel.: 55 11 3897-9600

informasao@cervantes.es / censao@cervantes.es / recepcao@cervantes-brasil.com.br


enviado por e-mail pelo Instituto Cervantes de São Paulo

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Mário Quintana

"- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo!

Eu creio em Deus! Deus é um absurdo!

Eu vou me matar! Eu quero viver!

- Você é louco?

- Não, sou poeta. "

Vencedores do 4º Prêmio Bravo! de Cultura 2009












Exposição individual
"Mar Morto", de Nuno Ramos

Melhor Espetáculo de Teatro
"O Quarto", de Roberto Alvim

Livro
"Leite Derramado", de Chico Buarque

Filme Nacional:
"Terra Vermelha", de Marco Bechis

Melhor Espetáculo de Dança:
"H3", de Bruno Beltrão e Grupo de Rua de Niterói

Show
"Luz Negra", da Fernanda Takai

Show de Música Popular
"Balangandãs", de Ná Ozzetti

CD de Música Erudita
'Neukomm no Brasil', de Ricardo Kanji e Rosana Lanzelotte



http://bravonline.abril.com.br/premiobravo

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Janela Impressionista

A chuva fazia da janela uma tela impressionista

Eu e meus pensamentos, ele e os pensamentos dele. Vagávamos num carro distante. O silêncio se quebrava inoportuno.

Indiferente. Revigorava-se... Mordia a unha. Sorria pra chuva. Discordava. Decidia-se. Chorava a chuva silenciosa.

Discutiram. Ela chorou. Ele a abraçou. Ela não quis. Estava cansada.

Sempre soube que em algum dia de chuva e uma tpm, o temperamento dele seria a gota d´água.

Borravam-se as luzes noturnas. Memórias do namoro entre as indas e vidas do pára-brisas.

Queria abraçar-se, pois sentia que não podia mais abraçá-lo.

Uma angústia os separava.

Uma mal palavra.

Uma não palavra.

Que sentenciou o amor despetalado.

A chuva fazia da janela uma tela impressionista.


OBS: Pode ler as frases debaixo pra cima também. Foi feito para o Twitter.

O futuro era mais divertido

Ensaio Sobre a Infância


Ouço as crianças gritando, vejo-as correndo de um lado para o outro da quadra. Da janela do 16º andar, sinto a pergunta “o que você quer ser quando crescer?” pesar nos meus dias. Porque já cresci. Porque ainda tenho várias respostas esdrúxulas.

Saudades do tempo em que batia o sinal e corríamos para o paredão que limitava a quadra. Entre gritos de um ou de outro: “paredão!”, “mãe da rua!”, eu sentia meu coração acelerar e já não pensava mais no dever de matemática ou nos exercícios de gramática do odiado livro Crescer e Comunicar.

Nas férias, andava descalça, subia em árvore, comia fruta do pé, que saudade do abiu! Paraty tinha uma lua linda na serraria, na roça – zona rural, porque a megalomania tornou o primeiro termo pejorativo e agora devo ser politicamente correta. Que saudade da roça! Correr pelo pasto, fugir do gado, passar por baixo da cerca, arranhar as costas no arame farpado e esquecer a dor pulando na água gelada de uma cachoeira só minha e dos meus primos. Comer ovo da galinha que vem da galinha que anda, corre, voa. Alimentar os pintinhos dizendo “pipipipipiiiiii” e vê-los todos vindo atrás de mim. Eu mal sabia que, num dia de domingo qualquer, um ou outro, já crescido, seria o meu delicioso almoço.

Quando se é criança, a ignorância pode ser ingenuidade, é uma falta necessária para alimentar o ambiente lúdico. Foi só com uns 15 anos que descobri que o meu passarinho não tinha voado para a liberdade. Até imaginei todas as suas aventuras pelo mundo. Foi apenas com uns 15 anos que pude ficar de luto. No entanto, ainda posso lembrar muitas das aventuras do meu passarinho. É curioso, não lembro o nome dele. Lembro que era amarelo e que cantava. Ou imaginei que cantava? A ficção é a verdade que ainda não foi provada. E a verdade é uma ideia aprovada por muitos alguéns ou um alguém importante qualquer.

Meu avô é a pessoa mais importante para mim. Sempre quis transformá-lo em um personagem de ficção ou documentário. Nossas longas conversas sobre a vida me faziam enxergar nos olhos cinzas, calejados pelo sol, a sabedoria do velho pescador que, quando criança, acreditava que o mundo inteiro era aquela ilha onde nascera. O que não deixa de ser verdade.


Afinal, em que ilha eu vivo? Às vezes acho que na bolha da Av. Paulista e seus afluentes. Mas acho que vai além disso. Em que ilha eu vivo? Em que ilha você vive? Quero percorrer outras ilhas para, ao menos, descobrir em quais ilhas eu não vivo ou em qual ilha eu quero viver. Mas é difícil sair da sua própria ilha, principalmente quando você acha que ela é o mundo inteiro.